Letícia, seja bem vinda à velha Lê. Ela continua querida...Não que em algum momento tenha deixado de ser, mas, das últimas vezes que eu a vi, a Lê que escreveu esse e-mail de "não despedida" parecia ter desaparecido.
Conheci uma Letícia, que rapidamente virou Leti e Lê; que agregava as pessoas; que promovia integração; que animava os sérios; que despertava nos tímidos um palhaço nato; que chamava seu chefe de senhorchefesecretário; que conquistava o mundo com um sorriso aprendido com as crianças; que se divertia no trabalho e trabalhava para o lazer; que sempre olhava as coisas pelo lado positivo; que surpreendia; que era um personagem cômico mas não gostava que dissessem que ela é engraçada; que promovia jantas que as pessoas naturalmente chamavam de Janta da Lê (e por ela compareciam); que não tinha vergonha de fazer qualquer palhaçada mas ficava vermelha quando falava nas reuniões; que conseguia ter uma responsabilidade impecável sem ser CDF demais; que fazia com que uma penca de estagiárias seguissem suas ordens sem nunca parecer chefe; que encarava os problemas dos outros como se fossem seus (e por isso resolvia); que chorava, sim, mas meio acanhada, meio constrangida porque achava que a alegria tem que ser pública e o sofrimento discreto...
Eu, e uma lista grande de pessoas, aprendemos a gostar e admirar uma Lê assim, especial. De um tempo pra cá essa Lê foi sequestrada pelo desânimo. Ela não perdeu sua essência mas guardou numa gaveta esquecida o seu jeito de criança pequena e grande; a sua gula de diversão; a sua vitalidade... Chegou um tempo em que ela não conseguiu mais ver a diferença entre uma dificuldade e uma causa perdida, entre um desentendimento profissional e uma eterna birra, entre pessoas que merecem compreensão e outras que não valem a pena. Perdeu-se, desequilibrou-se, murchou. Virou outra pessoa.
Então "esse é um ciclo que se fecha para começar outro". Que bom que a vida se encarrega de fechar e abrir as portas quando já não sabemos bem para onde queremos ir. Agora, a velha Lê abre a gaveta das coisas boas e esquecidas, bate para tirar o pó e encherga um caminho mais limpo. Mais um punhado de juventude para quem decidiu que não vai envelhecer, mas estava fabricando umas rugas no meio da testa... Foi bom a velha Lê ter voltado. Essa velha Lê me acenou nesse email "não despedida". Certamente, ainda meio abatida, magoada com algumas pessoas, machucada pelas circunstâncias. Mas o mais importante é que, essa velha Lê sabe que isso vai passar logo; que é melhor que os problemas derretam o fígado de quem os cria, não de quem ofendem; e que sempre é tempo de começar do zero e fazer tudo ainda melhor do que nos melhores tempos. A velha Lê sabe tirar essa de letra e abraçar o novo com maturidade e boas perspectivas. A nova já tinha esquecido de como se consegue fazer isso, assim, tão fácil.
Conheci uma Letícia, que rapidamente virou Leti e Lê; que agregava as pessoas; que promovia integração; que animava os sérios; que despertava nos tímidos um palhaço nato; que chamava seu chefe de senhorchefesecretário; que conquistava o mundo com um sorriso aprendido com as crianças; que se divertia no trabalho e trabalhava para o lazer; que sempre olhava as coisas pelo lado positivo; que surpreendia; que era um personagem cômico mas não gostava que dissessem que ela é engraçada; que promovia jantas que as pessoas naturalmente chamavam de Janta da Lê (e por ela compareciam); que não tinha vergonha de fazer qualquer palhaçada mas ficava vermelha quando falava nas reuniões; que conseguia ter uma responsabilidade impecável sem ser CDF demais; que fazia com que uma penca de estagiárias seguissem suas ordens sem nunca parecer chefe; que encarava os problemas dos outros como se fossem seus (e por isso resolvia); que chorava, sim, mas meio acanhada, meio constrangida porque achava que a alegria tem que ser pública e o sofrimento discreto...
Eu, e uma lista grande de pessoas, aprendemos a gostar e admirar uma Lê assim, especial. De um tempo pra cá essa Lê foi sequestrada pelo desânimo. Ela não perdeu sua essência mas guardou numa gaveta esquecida o seu jeito de criança pequena e grande; a sua gula de diversão; a sua vitalidade... Chegou um tempo em que ela não conseguiu mais ver a diferença entre uma dificuldade e uma causa perdida, entre um desentendimento profissional e uma eterna birra, entre pessoas que merecem compreensão e outras que não valem a pena. Perdeu-se, desequilibrou-se, murchou. Virou outra pessoa.
Então "esse é um ciclo que se fecha para começar outro". Que bom que a vida se encarrega de fechar e abrir as portas quando já não sabemos bem para onde queremos ir. Agora, a velha Lê abre a gaveta das coisas boas e esquecidas, bate para tirar o pó e encherga um caminho mais limpo. Mais um punhado de juventude para quem decidiu que não vai envelhecer, mas estava fabricando umas rugas no meio da testa... Foi bom a velha Lê ter voltado. Essa velha Lê me acenou nesse email "não despedida". Certamente, ainda meio abatida, magoada com algumas pessoas, machucada pelas circunstâncias. Mas o mais importante é que, essa velha Lê sabe que isso vai passar logo; que é melhor que os problemas derretam o fígado de quem os cria, não de quem ofendem; e que sempre é tempo de começar do zero e fazer tudo ainda melhor do que nos melhores tempos. A velha Lê sabe tirar essa de letra e abraçar o novo com maturidade e boas perspectivas. A nova já tinha esquecido de como se consegue fazer isso, assim, tão fácil.
Não é preciso muita sorte quando se tem talento. Então, te desejo sucesso. Mas já que esse é consequência do talento, então só espero que aproveite o novo ciclo do velho jeito.

3 comentários:
Lê sempre Lê!!!
Assim é essa essência de ser humano...que está sempre pronta para auxiliar,para contribuir, para apoiar, para doar-se...linda essa palavra!E seja para quem for e sem preconceitos, sua intuição está na presença e no momento certo. Tem no seu tempo o tempo para os outros também, contribuindo assim para momentos de felicidade. Lê com muito carinho lhe desejo bons tempos, energia renovada, e obrigado de coração por estar caminhando ao meu lado...Mirna
Obrigada Mirna!!!!!
Lê! obrigado pelas palavras de carinho...bjos no coração
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